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Abençoado Dia das Mães para aquelas com o filho no colo e também para as de colo vazio

Geral   - 10/05/2026 06:42
Foto: Estudio Prime
Geral   - 10/05/2026 06:4210/05/2026 06:42

Por cinco anos, a data do Dia das Mães, me machucou. Em 2021 tive três perdas gestacionais, na primeira descobri um dos motivos: trombofilia (quando uma ou mais artérias que sustentam a placenta se fecham e o feto não recebe oxigênio). A descoberta foi após a primeira perda, a segunda e a terceira vieram da mesma forma, com tratamento de enoxoparina (as injeções na barriga) mas sem sucesso, pois as doses não eram corretas . 
A partir daí, uma verdadeira empreitada se iniciou, inúmeros exames, novos médicos, busca pelo conhecimento principalmente de forma online onde estão profissionais de referência no estado e país, para que eu não passasse pela quarta vez por essa dor. 
Só quem vive uma perda gestacional sabe a dor que é. No momento que você escutou o coração do seu filho, você já projeta seus sonhos, seu amor, faz planos e quando isso é interrompido você se torna uma mãe de colo vazio, na maioria das vezes, invisível para a sociedade e família. Mas para você não, porque você sente e chora a perda do filho que nem conseguiu conhecer o rostinho, não apenas no dia das mães, essa dor se estende  por todos os outros 364 dias do ano. 
E ou você sucumbe a ela, ou luta, busca, questiona até achar um caminho que faça sentido.
No meu caso, o tempo foi passando, e antes o que era fácil começou a não ser mais. Engravidar se tornou o grande desafio. Foram algumas tentativas com auxílio da ciência, mas todas frustradas.
E nesse momento você começa a se questionar se a maternidade vivida: a de colo cheio é para você. E quando todas as possibilidades parecem se esgotar acontece um verdadeiro milagre e num mês de maio, numa manhã qualquer, você faz mais um teste de gravidez, sem pretensão, só para tirar uma dúvida e vem o positivo. 
Ali inicia o misto de felicidade e medo, estou grávida, mas será que vou ter meu filho no colo vivo?
Dessa vez, com corpo preparado, mente alinhada e muita fé foi iniciada novamente a caminhada. Isso ao lado de protocolos e exames de profissionais competentes e comprometidos. A cada ecografia uma nova vibração, o coraçãozinho batendo, os membros se formando, as morfológicas ok, os exames de sangue monitorando dosagem de enoxoparina. Em paralelo tinham as injeções diárias, vitaminas, suplementos, mais medicamentos, controle de diabetes. Tudo isso pelo desejo enorme de ter meu filho nos braços vivo.
E em fevereiro deste ano, me tornei mãe de colo cheio, tenho meu filho comigo nos braços e os três irmãozinhos estão no céu protegendo a nossa família.
Para as mães de colo cheio, digo, abençoado Dia das Mães com os filhos nos braços. Tudo que se faz pelo filho, que se abre mão, é válido. A maternidade é a melhor coisa na vida de uma mulher, porque você tem que deixar o egoísmo de lado, tem um serzinho que depende de você. E para ele você é o mundo! E para você ele é a cura, com seu abraço quentinho e seu sorriso lindo!
(Sou a Simone Bigliardi, editora do Jornal Vale de Informações, quis deixar meu depoimento para acalentar o coração das mães de anjos, e para levar um pouco de esperança as mulheres que ainda não conseguiram o seu positivo e o filho nos braços. 
Essa caminhada me mostrou que há um tempo certo para tudo, e não é o nosso, é o de Deus. Sempre me questionava, o porque tinha acontecido comigo essas perdas, e a caminhada me fez perceber que talvez era para usar o meio de comunicação que trabalho para levar conforto ao coração de todas as mães.)
Que o Domingo de Dia das Mães seja abençoado, de muita esperança para as que não podem sentir o abraço do filho, e de agradecimento as que podem pegar seus descendentes nos braços.

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