Agricultura

La Niña deve provocar menos chuvas no RS em novembro e dezembro

Agricultura - 27/10/2025 10:05
As condições podem impactar o desenvolvimento das lavouras, sobretudo nas partes mais sensíveis, como floração e enchimento dos grãos
Agricultura - 27/10/2025 10:0527/10/2025 10:05

Os meses de novembro e dezembro tendem a ser de menos chuvas no Rio Grande do Sul, e em janeiro a tendência é que as precipitações aumentem. Estas e outras condições climáticas previstas para os próximos meses constam no Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, que ressalta a probabilidade de ocorrer no período a formação do fenômeno climático La Niña.

A analista de Inteligência de Mercado da StoneX Carolina Jaramillo Giraldo afirma que o Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade (IRI) divulgou, em outubro, sua nova atualização climática, que aponta o provável fenômeno. Os principais centros do monitoramento do clima tanto internacionais como regionais vêm mostrando o mesmo cenário. Os dados mais recentes mostram que o Oceano Pacífico está começando a esfriar levemente na região do El Niño 3,4. Esse comportamento chama a atenção porque pode indicar o início de uma La Niña, descreve. O leve resfriamento do Pacífico tende a influenciar o rendimento de chuvas na América do Sul, complementa.

De forma geral os dados indicam que poderemos ter o La Niña fraco e de curta duração, com efeitos mais concentrados entre a primavera e o início do verão, afirma, mas acrescenta que é importante acompanhar as próximas atualizações, porque pequenas mudanças no comportamento do Pacífico podem alterar o cenário de chuvas e as temperaturas nos próximos meses.

Os modelos de previsão apontam uma boa chance desta condição se desenvolver ainda neste fim de ano, mas o cenário neutro ainda não está totalmente descartado. Ou seja, tudo indica que poderemos ter uma La Niña fraca, avalia Carolina. O Pacífico mantém um padrão típico de La Niña fraca e isso pode trazer chuvas abaixo da média para o Sul do Brasil, estima.

No caso do Rio Grande do Sul as previsões indicam menos chuvas, principalmente entre novembro e dezembro. Já em janeiro esta tendência começa a enfraquecer E a umidade pode aumentar um pouco, mas ainda há riscos de períodos mais secos, especialmente na parte Oeste do Estado, aponta Carolina.

Esta condição incide em atenção para os produtores rurais porque pode impactar o desenvolvimento das lavouras temporárias, sobretudo nas partes mais sensíveis, como floração e enchimento dos grãos, alerta. A falta de chuva e as temperaturas mais altas podem reduzir o potencial produtivo.

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